Tour na Toscana

Florença é de tirar o chapéu!

Florença é uma etapa importante no turismo na Itália porque possui museus com peças únicas ao mundo, edifícios históricos onde personagens importantes contribuiram para a evolução do conhecimento, igrejas com arquitetura peculiar, centro histórico e vilas Medici que fazem parte do patrimonio da Unesco, além de contar com botteghe (oficinas de artesanatos) “escondidas” no centro histórico que tornam o Made in Italy uma experiência espetacular para todo o sistema sensorial. Claro, sem esquecer que nós do Tour da Toscana estamos aqui em Florença!

Para aqueles que querem conhecer Florença com uma perspectiva inusual, propomos um passeio no centro histórico visitando diferentes tipologias de bottega/bottega gourmet/ateliêr/galeria de arte/artesãos e designers explicando suas respectivas técnicas que atreladas a história da cidade fizeram de Florença uma referência.

Para dividir com vocês um pouquinho do tour, segue um bate papo com o modista Antonio Gatto que não se detém somente a nomenclatura artesão e sim um artista pois para cada face ele cria um chapéu personalizado e com alma.

 Atelier Gatto - Fonte: Facebook Atelier Gatto

Atelier Gatto – Fonte: Facebook Atelier Gatto

O chapéu nasceu como uma necessidade de proteger a cabeça do frio e do sol excessivo. O nome deriva do latim “cappa” que significa peça usada para cobrir a cabeça. Provavelmente a evolução do chapéu teve início com a utilização da pele de animais ou grande folhas entrelaçando fibras vegetais e animais deram origem aos primeiros chapéus. Os registros mais antigos datam de 4.000 a.C nas civilizações do Antigo Egito e Grécia. O primeiro modelo mais próximo do que conhecemos hoje como chapéu, foi inventado pelos gregos, se chamava Pétaso, aproximadamente 2.000 a.C, cujo formato possuía abas bem largas e copa bem baixa.

Chapéu Pétaso - Fonte: Wikipédia

Chapéu Pétaso – Fonte: Wikipédia

Chapéu Pétaso - Fonte: Wikipédia

Chapéu Pétaso – Fonte: Wikipédia

No século XVI os artesãos de Florença alcaçaram um alto nível de acabamento que fez com que o Grão-duque Cosimo I enviasse inúmeros exemplares a diferentes reis da Europa. Porém foi em 1718 na cidade de Signa com Domenico Michelacci que teve inicio o cultivo de um grão específico para a utilização da produção de chapéu de palha e não mais para o consumo alimentar. Foi uma iniciativa de vanguarda que possibilitou Florença de se tornar o primeiro produtor de chapéu de palha de qualidade em todo o ocidente.

O chapéu de palha de Florença ficou conhecido universalmente como “leghorn”, deriva do nome em inglês da cidade de Livorno pois a distribuição do chapéu acontecia do porto desta cidade para todo o mundo. Era um chapéu de palha caracterizado por 40 linhas de tranças costuradas sendo que cada linha era composta por 13 fios, alcançou uma fama inigualável apreciado pela sua cor brilhante e leveza. Se tornou um elemento distintivo no guarda-rouba feminino e depois masculino exportado em todo o mundo como o primeiro Made in Italy.

Grande chapéu de palha com laço de fabricação florentina. Quadro (particolar) de Michelangelo Grigoletti, 1830 - Fonte: Google

Grande chapéu de palha com laço de fabricação florentina. Quadro (particolar) de Michelangelo Grigoletti, 1830 – Fonte: Google

A Modisteria Gatto (laboratório artesanal e loja onde se fabricam chapéus e acessórios) localiza-se num ponto estratégico de Florença, na Piazza Pitti de frente ao Palazzo Pitti, onde em 1952 na Sala Bianca Giovanni Battista Giorgini organizou o primeiro desfile de moda e que teve fim em 1982 passando assim a cidade de Milão. Até hoje Florença é referência na moda masculina com a feira Pitti Uomo e que recebe os nomes mais renomados da moda de todo o mundo.

Palazzo Pitti – Fonte: Facebook Atelier Gatto

Palazzo Pitti – Fonte: Facebook Atelier Gatto

E é dali, próximo a Galleria del Costume (Museu localizado dentro do Palazzo Pitti com mais de 6.000 peças entre roupas e acessórios da moda do séc. XVIII até os dias atuais), que Gatto recebe inspiração para suas criações. Esse designer super simpático originário do sul da Itália nos recebe de braços abertos com sorriso no rosto e inicia a criar, combinar cor, forma e textura específica para cada formato de face dentro da sua mente e transforma em realidade ali mesmo dentro do seu atelier, entre os diversos maquinários.

Antonio Gatto dando vida a sua arte – Fonte: Facebook Atelier Gatto.

Antonio Gatto dando vida a sua arte – Fonte: Facebook Atelier Gatto.

Perguntamos a ele o que tem de especial na sua chapelaria e imediatamente nos respondeu: “… Eu (risos)! Aqui eu dou vida e alma a minha criação e esse é o segredo que me mantém ativo no mercado italiano, japonês e americano desde 1996. Em 2010 Louis Vuitton colocou minha Modisteria no guia da cidade.”

Gatto não é somente um modista mas é também um excelente alfaiate como manda a tradição. Ele cria desde casacos com formas geométricas incríveis a vestidos de noiva de tirar o fôlego.

Gatto - Fonte: Facebook Atelier Gatto

Gatto – Fonte: Facebook Atelier Gatto

Esperamos por você para viajarmos juntos nessa aventura da moda e arte florentina! Entre em contato e personalizaremos o tour para você.

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